Idiossincrasia
Uma vez eu ouvi cantar Sobre o afogamento das almas profundas No abismo do raso sem fim E senti a letra como quem sente agulha Que tatua, costura ou cura Na pele, na alma, em mim E encarei pela primeira vez o espelho Com o ineditismo do descobrir do óbvio Sobre o solidão do viver profundo Mas só hoje entendi a hipocrisia De ser uma pessoa diferente Tentando tanto ser igual a todo mundo Marcela Quintela 26 de novembro de 2022