O céu e eu.
E, como chuva que molha a aquarela, as cores do arco-íris lentamente se borravam e perdiam vivacidade. A menina suspirou. Ela sabia, desde o dia no qual os primeiros raios coloridos rasgaram o céu, que a vida de um arco-íris era linda e curta. Sabia que o dia em que o céu voltaria a ser gris iria chegar. Mas, hoje, por algum inexplicável motivo, nem a maior das certezas lhe servia de conforto. Enquanto observava a contagem regressiva das cores desbotadas, um tanto de angústia apertava seu coração, outrora tão forte. O vermelho-paixão, o verde-esperança e o azul-serenidade eram lentamente substituídos pelo frio cinza-nostalgia que, insistente, brigava pela soberania dos céus.
Marcela Quintela
02/2011
Comentários
Postar um comentário