Leve poesia
Levo sempre comigo
Cicatrizes de amores mal curados
Dívidas de sonhos falidos
E o peso dos poemas guardados
Levo sempre nos bolsos
Centavos de profundas nostalgias
A sina dos românticos e tolos
Emaranhados de tristeza e alegria
Levo sempre na alma
Esperanças de dias bonitos
Um desejo inquieto de amar com calma
A intensidade da paixão dos aflitos
Levo sempre, ou sou levada
Pelos agitos dessa vida sem pressa
Uma bússola de sentir descompassada
Porque, afinal, assim é ser poeta
Marcela Quintela
26 de julho de 2024
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